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Deguste

[Deguste] A ilha perdida

Capa antiga

A história de Maria José Dupré já está perto de completar 70 anos! Por isso, aposto como seus pais, tios e até mesmos avós já devam ter lido essa obra e, quem sabe, até insistido para que você lesse também.

Bem, isso aconteceu comigo, com o meu namorado e com outras pessoas conhecidas. Lembro até de ter criado aversão pelo livro durante um bom tempo. Afinal, eu não queria trocar de maneira alguma um episódio de Cavaleiros do Zoodíaco por um livro da “capa feia”. Mas, como mãe obriga mesmo, então tive que ler de um jeito ou de outro. E sabe o que aconteceu? Eu vi que teria perdido muito se não tivesse lido!

Sabe aquele ditado que você já deve ter ouvido incansáveis vezes: “não se deve julgar o livro pela capa?” Ele realmente se aplica em A Ilha Perdida. Como já mencionei, no auge dos meus longos oito anos de idade, eu achava a capa horrenda. Não me atraía para leitura porque a gravura era estranha e, para piorar, o rosto do menino de cabelo preto me assustava.

Exceto não ter mais medo do garotinho, ainda concordo que a capa é muito pobrinha. O pior que ela foi reformulada e continua praticamente do mesmo jeito.

No entanto, se a capa é péssima; a história é ótima. O livro conta a inusitada aventura dos irmãos Henrique e Eduardo durante suas férias de final de ano. Os garotos haviam acabado de chegar na fazenda de seus padrinhos e, junto com seus primos mais velhos Oscar e Quico, resolvem explorar o local. Em meio a brincadeira, por cima das copas das árvores, eles avistam uma ilha, que as pessoas costumam chamar de “A ilha perdida”. Henrique sente tanta vontade de conhecê-la, mas ninguém da fazenda a conhecia, nunca haviam ido lá. Os adultos apenas contavam histórias, mistérios sobre o local. O que atraiu ainda mais o garoto, assim como Eduardo. Desde então passaram a planejar como chegariam ao lugar.

Foi preciso uma dose de desobediência e um tantinho de mentira. Afinal, se alguém soubesse não iria permitir que os garotos fossem. Então, em um determinado dia, inventaram para seus padrinhos que iriam visitar o fazendeiro vizinho. E durante a madrugada, sorrateiros,  pegaram uma canoa, uma corda velha e almoço que Eufrosina havia preparado para eles e partiram em direção a ilha.

Não foi uma tarefa nada fácil, pois o rio Paraíba teve seus momentos de revolta. Mas enfim conseguiram chegar ao local. Pretendiam passar o dia desbravando aquele ambiente lindo. Repleto de plantas e animais. Mas, eles não se deram conta que estavam adentro demais a mata e quando finalmente cansaram e decidiram volta, já estavam perdidos, bem longe das margens do rio. No entanto, eles conseguem ainda no mesmo dia, voltar ao local. Mas a canoa havia sumido. Decidem então dormir e esperar o dia amanhecer para procurarem a canoa.

Então a aventura realmente começa. Eles acordam encontram a canoa, porém, a enchente do rio traz um tronco enorme que passa em cima dela. É o fim do transporte dos garotos. Agora precisam fazer uma jangada para voltar para casa. Além disso, estão sem comida. O que farão? O que irá acontecer? Como sobrevirão para voltar para casa? Essas são as perguntas que desenrolam a trama emocionante de Maria José Dupré.

Como já é de se esperar em literatura infantil, a obra tem um texto fácil de ler, de linguagem simples, bem objetiva, que a autora soube trabalhar muito bem. Se você ainda tem antipatia pela obra, a minha sugestão é: deixe-a de lado e leia. É muito divertida!

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