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Deguste

[Deguste] A Invenção de Hugo Cabret

Quem nunca tinha ouvido falar sobre a estória A invenção de Hugo Cabret ou Hugo, depois de domingo passado – caso tenha assistido o Oscar – teve a oportunidade de conhecer superficialmente graças as 5 premiações que o filme de Martin Scorsese recebeu durante a cerimônia.

Na realidade, o longa é baseado na obra homônima de Brian Selznick e devido à repercussão que ganhou nos últimos meses, principalmente semana passada, resolvi dedicar o Deguste a esta obra tão fascinante.

Rico em gravuras. Eis a primeira característica que desperta atenção assim que o leitor entra em contato com as primeiras páginas do livro. Sim, é uma literatura infantil ou infanto-juvenil, por isso também as gravuras. No entanto, elas são elementos fundamentais na história. Selznick mistura duas formas narrativas, interagindo com o leitor de modo ainda mais dinâmico. A sensação é como se estivéssemos lendo e ao mesmo tempo assistindo essa leitura. E esta é a real intenção. Cada gravura representa uma cena, faz parte do desenrolar da trama. Este é um dos fatores – se não o fator – principal, acredito eu, deste livro também chamar atenção do público mais adulto. Além do enredo que, como disse anteriormente, é fascinante. Para muitos, este trabalho é considerado uma obra-prima, tanto que Selznick ganhou, em 2008 a Medalha Caldecott pelo livro.

A história se passa na França, da década de 30, especificamente em Paris e tem como personagem principal o menino Hugo. Garoto órfão é responsável por manter o correto funcionamento dos relógios da estação de Paris. Ele nunca os deixa atrasar o horário. Analisa sus peças com zelo para que os relógios marquem sempre as horas sincronizadamente.

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Ele vive no anonimato, sorrateiro, caminha por entre dutos de ventilação, não deseja que ninguém saiba como os relógios funcionam de modo tão sincronizado, pois ele guarda um segredo, que ninguém jamais deve descobrir. Em meio ao sofrimento de ter perdido o tio e o pai, o garoto se detém, durante a madrugada, em consertar e aprimorar uma invenção quebrada de seu pai. Para isso, rouba brinquedos da loja da estação a fim de utilizar suas peças.

É justamente por esses furtos que o segredo de Hugo corre sérios riscos de ser descoberto. O dono da loja, Georges, desconfia dos assaltos, finge dormir enquanto o observa. Este senhor e sua afilhada, Isabelle, garotinha tão jovem quanto Hugo, aparecem como um terrível obstáculo para o garoto e a misteriosa invenção de seu pai: um autômato de aparência humana, cujo projeto ele carrega em um caderninho dentro de seu bolso, assim como as pecinhas dos brinquedos furtados.

Mas o mistério não caba por aí. Ainda há uma chave está ligada com a criação de seu pai e outros mistérios ligados a invenção.

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Para quem gosta de cinema, magia e, claro, aventura, este livro é um prato cheio. Bem, ainda não assisti ao filme, mas com as gravuras em estilo de película cinematográfica que o livro trás, aposto como não deve ter sido tão difícil tornar a adapção fiel a obra.

Se você, assim como eu, ainda não assistiu o filme, confere só o trailer:

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