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Deguste, Literatura, Livros

[Deguste] Manhã, Tarde e Noite

No post anterior falei sobre mudanças e aqui está uma delas: Deguste. Como o próprio nome já sugere, trata-se de uma prova, ou melhor, uma prévia de obras que merecem uma atenção a mais. O quadro, que trará breves resenhas e está aberto à sugestões. Por isso, se você gosta muito de uma obra, acha interessante e deseja que outros degustem um pouco do clima passado pelas páginas do livro, pode me enviar uma mensagem.

E para começar o novo – e primeiro – quadro da Folha Volante, escolhi a obra que tem sido meu livro de cabeceira nos últimos tempos, principalmente por ser escrita por um autor que sou simplesmente fascinada, Sidney Sheldon. Publicado em 1995, Manhã, Tarde e Noite é o décimo quarto livro do escritor e, assim como em seus demais trabalhos, retrata um ambiente de mistério, suspense e sensualidade que somente Sheldon sabia descrever.

A emoção está presente desde as primeira páginas, que mostram a tentativa de Harry Standford, homem riquíssimo e poderoso, em fugir de uma aparente cilada. A princípio o personagem parece uma criatura cativante. No entanto, logo após morrer de modo bastante duvidoso, Sheldon mostra realmente que Standford era tudo, menos gentil. O magnata sem escrúpulos se envolvera em um caso extraconjugal, motivo de suicídio da sua mulher. Além disso, mantinha uma relação com os três filhos Kendall, Tyler e Woody baseada na crueldade.

Sendo assim, a morte misteriosa de Harry Standford fora alívio para os filhos, principalmente pela ideia de poder herdar o legado do pai. No entanto, eles não contavam com Julia. A jovem, que surge no enredo durante a leitura do testamento, alega ser filha de Standford e exige sua parte na divisão de bens. Entretanto o sumiço do corpo do milionário impede a realização de um exame de DNA.

Quem estaria conspirando para obter toda a fortuna de Standford? Seria Julia, a filha bastarda? Ou os três herdeiros legítimos estariam envolvidos em algum plano? Mentiras e segredos que o advogado Steven Sloane terá que desvendar.

As descrições precisas dos personagens, a história complexa e intrigante de cada um e, principalmente, os mistérios que são formados ao decorrer dos capítulos prendem o leitor do início ao fim das 390 páginas. Além disso, a narrativa nada fadigante, em determinados momentos nos passa a sensação de estarmos diante de um bom filme de drama/suspense. Habilidade que certamente Sidney Sheldon herdou de seu trabalho como roteirista.

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