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Geral, Literatura, Livros

Tablet por Livro?

Já fazem algum tempo que algumas escolas particulares e faculdades optarem por tablets ao invés de livros. O murmurinho criado em torno deste assunto perdurou, mas pouco dei importância. Até hoje.

É praticamente impossível não reparar nas dezenas de outdoors espalhados pela minha cidade com o seguinte texto: “TABLET SUBSTITUI LIVRO” e a foto de uma estudante bastante contente em carregar o objeto nas costas. Ok! Muito bem. Até concordo que na escola seja bem melhor levar um tablet do que aqueles livros enorrrmes (no terceiro ano então, é um inferno! Uma apostila maior que a outra). Acho prático, muitos pais deixarão de pagar tratamento de rpg para seus filhos graças a essa nova tecnologia, porém, que publicitário infeliz esse que elaborou o outdoor. Amantes dos Tablets podem me crucificar, mas, na minha humilde opinião, um treco desses NÃO SUBSTITUI LIVRO messmo!

Podem pensar que viajei e estou exagerando, mas, ao meu ver, apesar da propaganda se referir a nova ferramenta que essa escola vai adotar, o texto escrito em letras garrafais passa muito mais além da mensagem de que, nesse determinado colégio, o tablet substitui o livro didático. Creio que a mensagem também transmite a ideia de que tablet substitui LIVRO, todo e qualquer tipo de LIVRO. Francamente, não dá. Não há nada comparado ao cheiro das páginas de um livro, a sensação de folhear, de até mesmo riscar (porque não?). Sentir o papel em suas mãos é como se você também pudesse sentir o conteúdo ali, junto de você. Já no tablet há o LCD que transmite uma sensação de distância, além disso a vista cansa com maior facilidade e você não pode riscar quanto menos passar uma folha. Ler também é tatear! Ler é exercitar todos os sentidos. Ler é sentir o peso da quantidade de folhas que ainda faltam para terminar, é ter orelha e a biografia do autor escrita nela. Passar página com o dedo?!

Sou cafona demais, coleciono livros.

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Quanto as demais escolas e universidades… Bacana diminuir a carga dos alunos, mas não acham que seria muito mais interessante fazer exercício de matemática no próprio livro? Circular aquelas datas chatas que precisamos decorar para a prova de história? Hein? E na disciplina de filosofia, na qual se lê um texto três, quatro vezes até compreender o conteúdo, um marca texto para assinar os principais trechos sempre foi fantástico. Além disso, livro pode até rasgar, mas não quebra e nem precisa de suporte técnico ;)

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