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Geral, Literatura

Venha comigo

Não lembro bem a data exata em que tudo começou, mas recordo com detalhes de como fluiu em minha mente. Cerca de dez anos atrás.

Era apenas mais uma tarde na casa da vovó. Meu pai, repleto de trabalho pra resolver, deixou-me por lá até que o expediente terminasse. Como de costume, corri para o quarto do meu tio e por lá fiquei deitada na cama assistindo anime. Adorava passar horas vendo aqueles desenhos. Eles sempre me faziam sentir que estava em uma outra realidade, em um outro lugar. E naquele dia, em especial, eu fui tomada por uma sensação extremamente forte. Senti que uma outra realidade surgia dentro de mim. Até hoje não sei bem se devo esse sentimento ao fato de que eu havia acabado de chegar de uma viagem e ainda não havia me readaptado a rotina. Vez por outra eu me pegava relembrando dos dias que havia passado fora, das pessoas que conheci… Uma vontade de voltar e fazer com que algumas atitudes fossem diferentes… No entanto, posso afirmar, com certeza, que os animes foram fundamentais para despertar tais sensações.

Eu podia sentir a criatividade pulsando exacerbadamente aquele dia. Lembro-me bem que, no momento em que o desenho terminou e eu desliguei a televisão, uma espécie de flash correu em meu cérebro. De repente eu precisava contar uma história, uma história que eu conhecia muito bem, apesar de jamais ter vivenciado tal fato. Eu sabia que precisava trabalhar aquilo e que a partir de então nunca mais eu me esqueceria do que havia imaginado.

Eu não estava enganada. Tal história que criei em minha mente me acompanha até hoje. A princípio, pensei em contá-la por meio de desenhos, já que sempre gostei de desenhar e, quando mais nova, como já mencionei, assistia muito anime. Então, encontrava-me imersa neste universo. Contudo, os anos foram passando, amadureci mais, aprimorei mais detalhes da história e finalmente cheguei a conclusão de que um anime não passaria a verdadeira essência daquilo que tanto quero contar. É preciso mais, eu quero mais. E hoje, sei bem que isso será possível por meio da escrita. Por meio de um livro.

Protelei bastante – e ainda protelo – a elaboração desse livro. Mas, tenho a sensação de que chegou o momento de mostrar aos outros o que tanto imaginei. No entanto, são tantas as dificuldades para um novo escritor. Será que alguém vai gostar do que escrevi? Como conseguir publicar o livro? Se uma editora rejeitar? – Problemas, problemas e mais problemas. Sendo assim, aproveitei que estou fazendo uma disciplina no meu curso de Jornalismo em que devemos usar a internet como forma de colaboração e decidi falar sobre o  que me aflige como nova escritora. Tudo isso para que eu possa me comunicar com você, é você mesmo que também deve estar aí se perguntando o que fazer para ter seu livro reconhecido. Quero fazer deste blog não só um espaço de desabafo, mas na verdade um ambiente de debate sobre esse mundo tão fantástico das histórias, das letras.

Renata Frota

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